Gratidão em tempos de Covid-19
Estou em distanciamento social desde dia 13 de Março, desde esse dia que pouco saio de casa, só mesmo para compras e algumas caminhadas higiénicas.
E sou grata por ter esta oportunidade. Financeiramente estou no limbo, perdi alguns rendimentos extra porque deixei de ter o meu alojamento local em funcionamento, coloquei em stand-by um projecto novo de upcycling que tinha acabado de começar, eventualmente irei perder algumas horas de formação que já tinha agendadas e outros projectos paralelos que tinha previsto, por outro lado, no meu emprego a full-time para já estamos a trabalhar a 100% e sem qualquer redução salarial, por isso também aqui sou uma privilegiada.
Estou em casa com os meus pais e o meu irmão, que se mudou temporariamente para não ficar sozinho.
Até ver estamos todos saudáveis e a seguir as recomendações da DGS.
Hoje falava com uma amiga normalmente optimista, e o discurso dela era bastante pessimista e se eu consigo ter empatia pela situação dela, sei que normalmente não seria assim que reagiria. Eu sou bastante optimista, muitas vezes etiquetada de ignorante por facilmente as pessoas confundirem otimismo com ignorância, e por mim OK, mas acho que este peso negro que as pessoas carregam às costas não vai melhorar em nada a sua vida, muito pelo contrário, o medo paralisa e as pessoas vão deixar de fazer coisas que lhes fazem bem por estarem paralisadas de medo.
Tenho feito algum esforço para manter uma rotina mais saudável, é muito mais fácil nos desleixarmos nesta situação, e quando falo de rotina saudável não é só dieta e exercício, mas sim toda a rotina diária. Acordo cedo, mesmo ao fim de semana, e tomo um pequeno-almoço completo e banho de seguida, depois vestir-me e evitar pijamas e roupas de andar em casa, garrafa de água cheia e é hora de ligar o computador para começar a trabalhar e aí começa a rotina de trabalho mais ou menos normal, temos diariamente uma call de acompanhamento com toda a equipa e depois cada um segue a sua todo list. Quando acaba o horário de trabalho, é hora de desligar o computador e evitar ao máximo voltar a mexer nele, neste momento o meu computador pessoal está a dar as últimas e por isso se não desligar mesmo o de trabalho será complicado fazer o meu cérebro perceber que acabou o trabalho.
Segue-se a rotina normal da noite, jantar, um pouco de TV, ler e dormir.
As principais mudanças são que como não preciso de me deslocar, tento aproveitar esse tempo para ler, o que significa que antes e depois do trabalho tento sempre ler um pouco.
Outra coisa que também mudou é que praticamente não há refeições externas, vá houve uma, é tudo preparado em casa, logo mesmo que coma um pouco mais de hidratos do que estava habituada, como de forma mais saudável e comida mais fresca e o que noto é que esta rotina me ajuda imenso com os cravings, que reduziram imenso, dava por mim no escritório a necessitar de comer bolachas e pão e agora não sinto fome nem necessidade de fazer nenhum snack durante a manhã, há tarde como o meu iogurte com granola e também não sinto necessidade de petiscar mais nada. Em SOS tenho sempre comigo algumas nozes e recorro a elas sem remorços e sem ter necessidade de comer 1kg delas seguidas.
Por fim, e a parte menos positiva disto tudo, tenho os níveis de ansiedade no pico, já tive que recorrer 2 vezes ao SOS e até tenho medo de ir ver se tenho stock suficiente, esta ansiedade está muito ligada ao trabalho e à distância nos obriga a um maior esforço de foco e que com toda esta situação financeira faz com que a chefia ande também mais nervosa e a querer trazer para dentro novo trabalho.
No meio disto tudo, tenho-me sentido muito grata por tudo o que tenho e muito grata a todas as pessoas que têm que continuar a trabalhar para que as pessoas que estão em confinamento como eu tenham todo o conforto e nada nos falte.
E sou grata por ter esta oportunidade. Financeiramente estou no limbo, perdi alguns rendimentos extra porque deixei de ter o meu alojamento local em funcionamento, coloquei em stand-by um projecto novo de upcycling que tinha acabado de começar, eventualmente irei perder algumas horas de formação que já tinha agendadas e outros projectos paralelos que tinha previsto, por outro lado, no meu emprego a full-time para já estamos a trabalhar a 100% e sem qualquer redução salarial, por isso também aqui sou uma privilegiada.
Estou em casa com os meus pais e o meu irmão, que se mudou temporariamente para não ficar sozinho.
Até ver estamos todos saudáveis e a seguir as recomendações da DGS.
Hoje falava com uma amiga normalmente optimista, e o discurso dela era bastante pessimista e se eu consigo ter empatia pela situação dela, sei que normalmente não seria assim que reagiria. Eu sou bastante optimista, muitas vezes etiquetada de ignorante por facilmente as pessoas confundirem otimismo com ignorância, e por mim OK, mas acho que este peso negro que as pessoas carregam às costas não vai melhorar em nada a sua vida, muito pelo contrário, o medo paralisa e as pessoas vão deixar de fazer coisas que lhes fazem bem por estarem paralisadas de medo.
Tenho feito algum esforço para manter uma rotina mais saudável, é muito mais fácil nos desleixarmos nesta situação, e quando falo de rotina saudável não é só dieta e exercício, mas sim toda a rotina diária. Acordo cedo, mesmo ao fim de semana, e tomo um pequeno-almoço completo e banho de seguida, depois vestir-me e evitar pijamas e roupas de andar em casa, garrafa de água cheia e é hora de ligar o computador para começar a trabalhar e aí começa a rotina de trabalho mais ou menos normal, temos diariamente uma call de acompanhamento com toda a equipa e depois cada um segue a sua todo list. Quando acaba o horário de trabalho, é hora de desligar o computador e evitar ao máximo voltar a mexer nele, neste momento o meu computador pessoal está a dar as últimas e por isso se não desligar mesmo o de trabalho será complicado fazer o meu cérebro perceber que acabou o trabalho.
Segue-se a rotina normal da noite, jantar, um pouco de TV, ler e dormir.
As principais mudanças são que como não preciso de me deslocar, tento aproveitar esse tempo para ler, o que significa que antes e depois do trabalho tento sempre ler um pouco.
Outra coisa que também mudou é que praticamente não há refeições externas, vá houve uma, é tudo preparado em casa, logo mesmo que coma um pouco mais de hidratos do que estava habituada, como de forma mais saudável e comida mais fresca e o que noto é que esta rotina me ajuda imenso com os cravings, que reduziram imenso, dava por mim no escritório a necessitar de comer bolachas e pão e agora não sinto fome nem necessidade de fazer nenhum snack durante a manhã, há tarde como o meu iogurte com granola e também não sinto necessidade de petiscar mais nada. Em SOS tenho sempre comigo algumas nozes e recorro a elas sem remorços e sem ter necessidade de comer 1kg delas seguidas.
Por fim, e a parte menos positiva disto tudo, tenho os níveis de ansiedade no pico, já tive que recorrer 2 vezes ao SOS e até tenho medo de ir ver se tenho stock suficiente, esta ansiedade está muito ligada ao trabalho e à distância nos obriga a um maior esforço de foco e que com toda esta situação financeira faz com que a chefia ande também mais nervosa e a querer trazer para dentro novo trabalho.
No meio disto tudo, tenho-me sentido muito grata por tudo o que tenho e muito grata a todas as pessoas que têm que continuar a trabalhar para que as pessoas que estão em confinamento como eu tenham todo o conforto e nada nos falte.
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